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----- Meu curso do Rio, desta vez às quartas -----

Para quem não pôde fazer meu curso 'Webwriting & Arquitetura da Informação' até agora porque ele era às terças, uma boa notícia: desta vez as aulas acontecerão às quartas!
O início será em 31/10 e serão cinco aulas semanais na FACHA (www.facha.edu.br) da Rua da Matriz, 49, em Botafogo.
Para mais informações, você pode ligar para 21023200 (ramal 4, Cursos de Extensão) ou enviar um e-mail para extensao@faha.edu.br.
Até lá! :-)
Escrito por Bruno Rodrigues às 10h03
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----- Mulherzinhas na web -----
E-mail é o reino dos covardes. Diz-se o que quer, à distância de um murro ou impropério. Qualquer lista de discussão também é assim, e a filosofia se repete em comentários de blogs. A novidade é que os internautas estão aprendendo a revidar.
Aliás, são elas, as internautas, que agora estão dando o troco e a lição quando necessário – traio aqui a minha classe, mas a mulher é muito mais articulada para rebater o que as agride; nós, o sexo ‘dominante’, ainda não entendemos que o usual ‘deixa disso’ não leva a lugar algum.
Há pouco minha esposa me chamou correndo para ver o quebra-pau que estava quebrando no campo dos comentários em um dos mais simpáticos e inteligentes blogs da web Brasil, o ‘Rainhas do Lar’.
Para quem ainda não conhece, o blog é comandado por três meninas de talento: Faby Zanelati, Kátia Najara e Clau Tomasi, que publicam posts recheados de... receitas! O blog é de lamber os beiços em todos os sentidos – os textos são um primor; o tom, perfeito; as dicas, uau!
Uma receita parece ter desandado, contudo: a do bolo de laranja, delicadamente descrita em post de julho. Não pense que o resultado é um desgosto: minha esposa preparou o quitute e é inesquecível.
O que saiu do ponto foi o próprio blog, que com esta receita parece ter posto a cereja na falta de paciência – e de humor – de uma das leitoras. Veja só:
‘Encontrar esse blog me fez pensar no retrocesso a que ele se presta. Mulheres passaram anos lutando contra o preconceito que as prendia em fogões, pias e tanques e para que? Para que décadas depois, mulheres independentes e emancipadas pregassem, via internet, um retorno aos mesmos fogões, tanques e pias que as aprisionaram outrora. Como se moderno fosse hoje vestir um avental e bater um bolo para o marido, como se séculos de desigualdade tivessem sido esquecidos em uma travessa de bolinhos-de-chuva. Enfim, um grande deserviço (sic) presta um canal que deveria enaltecer todo o trabalho feito por grandes mulheres para nos colocar onde estamos hoje - em destaque no mundo e no mercado de trabalho, e não pilotando um fogão. Pensem nisso’.
Ah, menina, tivesse ficado quieta... O que veio a seguir foi uma série antológica de comentários – mais de cem - que vale a visita ao blog. Três deles são de rolar de rir (e fazer pensar) e confirmam, e muito, que a web nasceu democrática e deste panteão não merece sair tão cedo:
‘Gente, me belisca e fala pra mim que ela tá de sacanagem, faz favor? Deus é mais! Ainda tem mulher queimando soutien, meu pai! Pra provar o quê? Que atraso de vida (...). Fica longe dos meus Valisère, hein lôka?’ Outra...
‘ (...) Esse comentário me fez ter várias dúvidas (...), tipo: 1) Quem cozinha na casa dela (enquanto ela "só" se destaca no mundo do trabalho)? 2) A mãe dela queimou soutien? (Tomara que não, quem sabe assim ela possa nos passar algumas dicas, truques e receitinhas!)’
E mais uma...
‘ (...) Não critique o que você não aprecia – assim você está indo contra o maior direito adquirido com tanta luta – o de ser feliz! (...). É com muito suor e lágrimas que nós mulheres estamos conseguindo nosso espaço no mercado de trabalho. Mas não é por isso que precisamos deixar de lado o prazer de cuidar de nossas casas, agradar nossos filhos e maridos, criar e testar receitinhas gostosas, curtindo aromas e sabores...’
Por isso gosto de mulher. Em todos os sentidos. Sites e blogs como ‘Rainhas do Lar’, ‘Bolsa de Mulher’ e ‘Banheiro Feminino’ dão graça e tutano à web nacional, sempre com charme e uma graça a mais. A mente feminina já enlaçou a internet há tempos, muito mais que nós, machos, com a cabeça eternamente voltada para o trabalho (ele, sempre), somos capazes de alcançar.
Há bons exemplos em outras bandas. Conhece a coluna ‘Cyberfamilias’, do ‘The New York Times’? A jornalista Michelle Slatalla dá a sua versão para o mundo.com que nos cerca. Uma das últimas colunas era uma análise do iPhone, recém-adquirido pela jornalista. No texto, Michelle descreve os primeiros dias do gadget, e há vários momentos tragicômicos por pura falta de traquejo em lidar com algo ao mesmo tempo simples e complexo. Qual homem teria coragem de se expor desta maneira?
E você, acha que a mulher se coloca melhor na web?
Escrito por Bruno Rodrigues às 14h31
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