C e b o l @ - Todas as camadas do webwriting


----- Estréia no 'JumpExec' -----

Desde ontem, faço parte da equipe de colunistas fixos do 'JumpExec'! :-)

Para quem não conhece, o portal pertence ao grupo 'JumpEducation', empresa especializada em treinamentos, eventos e oficinas em negócios online.

No 'JumpExec', a cada mês, darei dicas específicas sobre redação online - um pedido de muitos ao longo destes anos!

As diferenças entre as colunas que escrevo: a da 'Webinsider' é sobre a informação para a mídia digital em seus múltiplos formatos (texto, imagem, áudio, vídeo etc.), a do 'Comunique-se' sobre comunicação digital - quase um crônica semanal -, a da revista impressa 'Webdesigner' é um apanhado de textos sobre conteúdo online, mas voltados para o mercado de profissionais web em geral (em especial os designers, é óbvio)...

... e a da 'JumpExec' é para quem deseja dicas de redação para a mídia digital. Todas bem rápidas e objetivas!

Como arrumo tempo para tudo isso?

Bem, pare e pense o quanto de preguiça ou falta de interesse existe na frase 'não tenho tempo' que dizemos a nós mesmos todos os dias... ;-)



Escrito por Bruno Rodrigues às 11h15
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----- Dois pra lá, dois pra cá -----

Se você não leu primeiro em minha coluna do 'Comunique-se', esta é a sua chance... ;-)

Em textos recentes, citei dois livros que agora merecem destaque na mídia.

'The Dangerous Book for Boys' é mote para a matéria de capa da 'Time' desta semana e foi para o meu texto 'Navegue menos, solte mais pipa', de 5 de julho.

Enquanto isso, o autor de 'The Cult of the Amateur: How Today’s Internet is Killing Our Culture', Andrew Keen, é o entrevistado da 'Ilustrada' de hoje. Eu citei livro e autor no texto (e post) 'Editor na web? Pra quê?'.

São duas obras imperdíveis, assim como as matérias da 'Time' e da 'Ilustrada' - e os textos de quem vos escreve... ;-)



* NAVEGUE MENOS, SOLTE MAIS PIPA *

Há dois meses, eu me mudei. Fui para outra rua de meu bairro. Antes, morava numa rua ‘de passagem’, bem agitada; agora, estou num oásis de tranqüilidade, perto de uma pracinha de cidade do interior, com direito a chafariz secular, corpo de bombeiros numa esquina, barzinhos na outra e uma farmácia pequena para completar. Um sonho.

O que mais me deixou feliz, porém, foi o que aconteceu com o dia-a-dia do meu filho. Se, no outro prédio, o playground vazio não só não atraía, mas afastava a meninada, uma praça tranqüila teve o efeito o oposto – agora, ele é como pinto no lixo!

Um alívio... Fico lá, no banco da praça, vendo ele jogar futebol, andar de bicicleta, brincar de esconde-esconde. E pensando em como a grande preocupação dos pais, no século XXI, está fora de foco, apontando para o alvo errado. Já escrevi sobre isso, e confesso que fui bem sarcástico intencionalmente – me irrita ver o computador, os games, a internet, a tecnologia, portanto, serem jogados na fogueira do apocalipse.

Os pais são o problema. Fica-se muito pouco com os filhos, ou menos do que se gostaria. Não adianta dizer que, quando a bomba estoura no colo dos pais, a culpa é da babá eletrônica ou da babá virtual – tirem a TV e a web da reta, por favor.

Mas fato é que as crianças hoje são muito mais atraídas pela tecnologia do que há vinte, trinta anos. Não vejo problema nisso. Jogar no Nintendo DS, conversar no MSN e espiar a vida dos outros no Orkut é muito mais divertido do que mais da metade das coisas que eu fazia nas férias quando criança. Mas a outra metade valia a pena, também – e isso nossos filhos correm o risco de não conhecer.

A preocupação é grande, e geral. Em maio, foi lançado nos Estados Unidos o livro ‘The Dangerous Book for Boys’ (algo como ‘Um Livro de Perigos para Garotos’), do britânico Conn Iggulden. Antes, ele era conhecido pelos livros históricos que escrevia; hoje, é ídolo de hordas de pais que agradecem de joelhos o que fez pela relação com seus filhos.

‘The Dangerous Book for Boys’ é como uma versão do ‘Manual do Escoteiro Mirim’, editado nos anos 70 pela editora Abril em parceria com a Disney, livro que fez a cabeça de muitos garotos da minha geração. Ambos dão dicas de como construir uma casa na árvore, reconhecer árvores pelas folhas, montar um carrinho de rolimã, soltar pipa (corretamente), criar um periscópio com papelão e pedaços de vidro – e por aí vai. Na
Inglaterra, o livro foi uma febre em 2006, e nos Estados Unidos uma edição adaptada aos ianques está em quarto lugar na lista de não-ficção da Amazon. Não é pouca coisa.

Em entrevista à livraria virtual, Conn Iggulden (que escreveu o livro em parceria com o irmão, Hal) afirma que o objetivo principal não era recuperar o contato com o ‘ar livre’ e as coisas simples da vida de um garoto, mas lembrar aos pais que a vida de seus filhos um dia será feito de riscos - e por isso oferecer atividades que o façam ‘se arriscar’, ainda que de brincadeira, em tom de aventura, fará toda a diferença, um dia.

O recado mais marcante de ‘The Dangerous Book for Boys’, contudo, não está no que se pode fazer pelos meninos, mas pelo que os pais podem fazer por si mesmos. São as crianças que jogam Playstation demais, ou os pais que trabalham – e navegam - em dose cavalar? Esta semana, uma pesquisa do Ibope/NetRatings revelou que a média mensal de navegação dos internautas brasileiros está beirando 23 horas, um recorde. Quem ‘recheia’ estes números? Só os adolescentes? Mesmo?

Há que ter autocrítica – e um pouco de bom humor, também, já que para entender e pôr em prática as dezenas de dicas contidas em livros como ‘The Dangerous Book for Boys’ e o ‘Manual do Escoteiro Mirim’, é preciso voltar a ser criança. Nem que seja pelo seu filho.

Em tempo: não deixe de assistir ao divertidíssimo ‘trailer’ do livro, com direito a um desfecho mais que irônico...



Escrito por Bruno Rodrigues às 15h19
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Bruno Rodrigues é:
*autor do livro "Webwriting - Redação & Informação para a Web" *consultor em informação para a mídia digital da Petrobras *instrutor de Webwriting e Arquitetura da Informação
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