C e b o l @ - Todas as camadas do webwriting


----- Futuro da Web? Façam suas apostas! -----

O British Council realizou nesta segunda-feira o evento “Tendências da Comunicação Online” no Rio de Janeiro. Entre os palestrantes, dois colunistas do Comunique-se – eu e Cássio Politi.

A noite foi divertidíssima. Falamos mal das faculdades de Jornalismo, alertei que nenhum calouro pode acreditar que já é regra alguém sustentar a família criando um blog, e a noite por pouco não foi engolida por um assunto mais-que-necessário, porém enfadonho, que é a obrigatoriedade do diploma... Pano rápido, por favor! ;-)

O tom geral das palestras, é óbvio, foi o futuro próximo, o que pela frente na internet. Yami Trequesser, amiga de longa data (ela “surgiu” para o mercado no “Aqui!”, o noticioso do Cadê?, há quase dez anos) citou cinco “mini-tecnologias”
que vão mexer com o usuário que produz conteúdo para a web, e está chamando a atenção das agências de publicidade na Europa. Asbrúbal Figueiró, do site da BBC Brasil, contou os prazeres – e agruras – de como lidar com um site onde o real time não é retórica e a criação de vídeos, uma obrigação.

Cássio fez festa da galera ao desvendar o estranho mundo dos leitores que comentam matérias – eu, você, ele, todos nós. E eu decidi encarnar o Nostradamus e ver o futuro... Resta saber se sofro de miopia, mas vamos lá. Às apostas!

- A palavra é tudo, mas o vídeo não era o must?

Para sentir o peso da importância da palavra como “sinalizadora” de conteúdo na Rede – seja texto, foto, vídeo, ilustração e tudo mais – a BusinessWeek dedicou um especial de peso ao assunto “Web Semântica”. Mas, peraí, o vídeo não era o Eldorado da web? E a TV digital, não ia revolucionar nossas vidas? E o video iPod? E a Apple TV? E isso? E aquilo? Muita calma: pode até ter lugar para os dois no panteão da Informação na internet, mas a briga está apenas começando.

- A Arquitetura da Informação morreu

Hoje, não há boa estrutura de sites que sustente a tonelada de informações que a maioria das páginas contém. Éramos felizes quando bastava um pouco de raciocínio e um fluxograma redondinho. Depois, os arquitetos da informação entraram em cena para encarar o pior: como ajudar o usuário a encontrar as informações que procura sem se perder para sempre em um site. Em 2007, já não basta – agora é a hora de repensar o que precisa fazer papel de ‘ponta de iceberg’ nas primeiras páginas dos sites e mostrar apenas o que o usuário quer ver... Missão impossível? Nem tanto: basta checar o que a Disney americana fez em seu novo site, recém-lançado, ou como a Nestlé brasileira está divulgando as marcas de seus produtos no nestlé.com.br.

- A vingança dos portais

Lembra-se de quando os portais queriam dominar a web, lá pelos idos de 1997/1998? A América Online bem que tentou, mas era muita pretensão achar que os usuários da Rede iriam escolher este ou aquele site como o ‘cais’ para começar a navegar, toda vez, pela web. A não ser que ele mudasse de idéia... E não é que ele mudou? Hoje, os sites mais acessados da internet são os portais MSN, Yahoo e... AOL! Isso, sem falar no Google, que corre por fora, mas desencadeou o retorno dos que não foram. Vem mais por aí...

Exercício de futurologia? Sem dúvida alguma. Mas é bom arriscar de vez em quando – vai que eu acerto? ;-)

E você, não arrisca uma previsão? Como você vê a web daqui a cinco, seis anos?



Escrito por Bruno Rodrigues às 13h58
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Bruno Rodrigues é:
*autor do livro "Webwriting - Redação & Informação para a Web" *consultor em informação para a mídia digital da Petrobras *instrutor de Webwriting e Arquitetura da Informação
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