C e b o l @ - Todas as camadas do webwriting


----- Dia Mundial da Usabilidade (2) -----

Ufa, fechou! Segue a programação definitiva do Dia Mundial da Usabilidade no Rio de Janeiro. O slogan da Feira da Providência também serve para este evento: 'todo mundo lá!' :-)

08:45 às 09:00
Abertura
Sergio Carvalho - Sócio-diretor da Sirius Interativa

09:00 às 09:30
Acessibilidade no processo de Design Centrado no Usuário.
A inclusão digital e a lei de acessibilidade brasileira trazem aos profissionais de usabilidade novos campos de aplicação, pesquisa e avaliação de interfaces para portadores de necessidades especiais. Analisaremos alguns aspectos deste processo.
Everaldo Bechara - Coordenador Acadêmico do Centro de Treinamento da iLearn.

09:30 às 10:00
Webwriting: Informação não é sinônimo de texto.
Em uma época em que a integração de mídias já é realidade, até quando a palavra irá reinar como a preferida do usuário?
Bruno Rodrigues - Coordenador de Informação do site da Petrobras e autor do livro Web Writing - Redação & Informação para a web.

10:00 às 10:15
Intervalo

10:15 às 10:45
Projetando além da usabilidade.
Felipe fala sobre as etapas de projeto e conceitos que vão além da facilidade de uso, capazes de "mascarar" imperfeições do produto.
Felipe Memória - Mestre em Design, professor da PUC-Rio e autor do livro Design para a Internet: projetando a experiência perfeita.

10:45 às 11:15
Além dos Usuários:  um passeio pelos métodos e técnicas centrados nas pessoas.
Ao incorporarmos os usuários no processo de design usamos métodos e técnicas que nos auxiliam na concepção e na avaliação de um sistema.  Muitas vezes o nosso foco tem sido identificar se uma tecnologia funciona ou não (fácil de usar), e esquecemos de saber se os objetivos das pessoas estão sendo atendidos (útil). Apresentaremos uma visão mais holística sobre os métodos e discutiremos alguns aspectos importantes na sua escolha e aplicação.
Monica M Fernandes - Mestre pela SIMS/I-School, Universidade da California, Berkeley. Consultora em usabilidade e arquitetura da informação da Gati Design.

11:15 às 11:45
Onde está o que eu procuro? Os caminhos da encontrabilidade.
Bons sistemas para recuperação de informação são a chave para a satisfação do usuário de websites abundantes de informação. A partir do conhecimento do perfil do usuário e do perfil da tarefa é possível projetar interfaces para localização tanto de informações quanto de objetos físicos que proporcionem uma boa experiência.
Robson Santos - Doutor e mestre em Design pela PUC-RJ.Professor no curso de pós-graduação "Ergonomia, Usabilidade e Interação Humano-Computador: Ergodesign e Avaliação de Interfaces" .

11:45 às 12:45
Mesa redonda de tema livre com participação do público.
Participação de: Sergio Carvalho, Everaldo Bechara, Bruno Rodrigues, Felipe Memória, Monica M Fernandes e Robson Santos.

12:45
Encerramento

 



Escrito por Bruno Rodrigues às 20h25
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----- E você, clica em banner? -----

Mais um texto de minha coluna no 'Comunique-se':

E você, clica em banner?

Na web, há experiências que evoluem com o tempo. Acessar informações é cada vez mais fácil, o medo de ir às compras via computador deixou de causar medo, a comunicação entre pessoas tornou-se instantânea graças a MSN & cia.

Algumas experiências, contudo, pararam no tempo. É como se tivessem encontrado um beco sem saída e de lá estivessem observando o dia-a-dia da Rede evoluir. O mais crítico destes casos é a publicidade online.

Enquanto o usuário, de três anos para cá, descobriu que a informação que ele consome não é apenas o texto e a imagem, mas, também, o áudio dos mp3 players e o vídeo do You Tube, os produtos a que ele são apresentados continuam sendo sinalizados da mesma maneira: banner, banner, banner.

Descendente dos outdoors de rua, o banner começou promissor, no final dos anos 90, e aos poucos foi se aproveitando das novas tecnologias, com as do Flash, para se mostrar melhor. Ao mesmo tempo, multiplicava-se em formatos: dos full banners - que tomam a página de ponta a ponta - aos half banners - onde cabem dois banners no mesmo espaço de um full - chegou-se ao buttom - em formato de botão, ou quadrado - e há alguns anos ao banner sky - como diz o nome, um banner vertical, que toma conta da página de cima a baixo.

Foi neste ponto que banner e publicidade online estancaram. Há cinco anos, falou-se que o patrocínio de áreas de sites substituiria o banner, que estava desgastado. Não vingou, pois em pouco tempo descobriu-se que os anunciantes não tinham o mesmo retorno em vendas que o nosso 'outdoor virtual' gerava. Se o 'formato matador' era o banner, porque criar moda, então? 

Enquanto as agências de publicidade investiam em criatividade para encobrir o óbvio, o usuário o expunha. Havia rejeição pelo banner, e essa realidade, sinalizada por pesquisadores web como Jakob Nielsen desde sempre, era ignorada.

É como se você chegasse faminto ao único restaurante da vizinhança na hora do almoço e a única opção fosse o prato que você menos gosta. O que fazer? Que venha ele. O usuário age assim: consome o banner como quem engole o que não gosta, já que é o que irá 'alimenta-lo' com  informações sobre produtos na internet.

Comportas abertas, provado que o usuário clica mas não gosta, surgiram os gremlins da publicidade online, pequenas aberrações que deixam a sutileza de lado para nos agarrar pelo pescoço: os anúncios em pop-up, 'janelinhas' que se abrem quando entramos em sites e portais, são como banners que não sabem o seu devido lugar, e se jogam na nossa frente. O raciocínio é: 'se eu fosse banner, talvez o usuário não me visse, então vou me atirar no colo dele'. Mais recentemente surgiram banners apelidados de 'intrusivos', aqueles que bailam na tela até sumirem, e os seus pares, 'círculos' que tomam o monitor do computador e quase escondem o 'x' que pode fechá-los.

Não pense que o usuário web não clica nos banners e nos gremlins - esta é a grande questão. Há anos, institutos de pesquisa - como os americanos eMarketer e Pew Internet Life Survey -  nos mostram que o usuário clica, e muito. Mas clica porque não há opção.

Não vale desanimar, porque há esperança. Com o surgimento de outros perfis de site, como os de relacionamento, em que o boca-a-boca é a regra, os publicitários já começaram a testar novas maneiras de expor marcas de seus anunciantes e vender produtos na web.

Um exemplo recente aconteceu no MySpace em julho, em que, para divulgar a estréia do filme 'Clerks 2' ('O Balconista 2', no Brasil), uma campanha feita através de posts anunciava que os primeiros 10.000 usuários que incluíssem o 'perfil' do filme entre sua listas de 'amigos' teriam os nomes listados nos créditos do filme, no cinema. Mais de 180.000 pessoas aderiram.

Entre os US$ 16 bi que os anunciantes irão gastar este ano em publicidade online, apenas US$ 280 mi são destinados a esta nova maneira que anunciar, diz a 'BusinessWeek'. Mas é um início. Fato é que o marketing de relacionamento já vem sinalizando, há anos, que o ambiente online pede múltiplas ações de exposição de marca, e que o banner é apenas uma delas. Os especialistas afirmam que o banner pode e deve continuar a existir, mas que os gremlins precisam ser exterminados ou, no mínimo, 'domesticados', para que os usuários tenham com eles a mesma tolerância que têm com seus pares.

Moral da história: o usuário deseja e merece um farto buffet na hora do almoço - e aí quem, sabe, passa a ter real simpatia pelo prato que comia todo dia e não gostava.  

Aguardemos, portanto!  



Escrito por Bruno Rodrigues às 20h20
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----- Sem comentários -----

Quem está na chuva, é para se molhar - mas, como diz minha esposa, Ana, também é preciso saber o momento certo de abrir o guarda-chuva. Foi o que vivi esta semana no 'Comunique-se'.

Como vocês sabem, escrevo uma coluna semanal sobre conteúdo online para o site, que é totalmente voltado para jornalistas. 

Cada assunto que abordo é bem mastigadinho, diferente do que faço há oito anos no site do Vicente (Tardin), o 'Webinsider', em que vou fundo nos temas que abordo.

É claro: enquanto no 'Comunique-se' eu falo para um público que não necessariamente se interessa por tecnologia, no 'Webinsider' estou em casa.

Como acho que ninguém vem ao mundo a passeio, meu objetivo no 'Comunique-se' é abrir os olhos dos jornalistas para o que vem por aí, ou o que já está batendo na porta. É uma espécie de catequese. Faço tudo com cuidado, pois estou falando para muitos que admiro, respeito e que são modelo para mim.

Esta foi a parte do 'se molhar', já que se está na chuva. Agora vamos à parte do 'abrir o guarda-chuva'.

Comentários sobre o que escrevo, sempre recebi desde os idos de 1998, quando minha coluna sobre webwriting, a primeira do mundo, estreou no então 'Webworld', do grupo IDG. Logo de saída, foi e-mail de tudo quanto é parte do país. Um que me marcou foi do Acre, em que um leitor perguntava 'então eu sou webwriter, é isso mesmo'? Dali para a frente, sempre foi uma enxurrada de mensagens, que adoro receber até hoje.

Nem sempre as mensagens são elogiosas. Lembro bem de um dia, em meados de 2000, em que um redator da velha guarda enviou um e-mail esculhambando minha opinião de que 'todos podem escrever para a web', e não apenas os profissionais de Comunicação. O cara fez tão bem, tão bonito, que quase larguei tudo e fui vender sanduíche natural na praia... ;-))))

E aí chegamos ao 'Comunique-se' - e aos comentários. São muitos. Para ter noção, meu primeiro texto recebeu mais de 60 - mas falava de Orkut! ;-) O mais recente, de quinta-feira passada, já passou dos 10, e entre eles estava uma aberração.

O tema do texto era a comunidade virtual Second Life, a comunidade virtual do momento que está atraindo multinacionais tanto para 'morar', como anunciar no site. 

E aí um fulano publicou o seguinte:

Essa viadagem é para a molecada de meu filho de 15 anos, perito em computador, mas de que da vida, ainda, não sabe nada. Nem de aonde seu pai paga as mensalidades de sua escola. Porra, o tema é babaca e não deveria estar aqui!  

Em três singelas linhas, o rapaz demonstrou preconceito de sexo, de idade, desrespeito com o próprio filho e, claro, uma enorme falta de educação. 

Eu ia deixar passar, tanto que postei uma resposta um tanto irônica, mas pensei: 'ah, sabe do que mais? chega'.

O 'Comunique-se' agora tem um sistema com que é possível 'denunciar' algum comentário mais pesado, como o do simpático acima. Aproveitei e mandei bala.

O Tiago Cordeiro, editor do site, me mandou uma mensagem, assustado:

Oi Bruno. Foi você que me avisou desse comentário? Nossa que absurdo!!!! Só recebi o aviso agora e já deletei. Se esse usuário insistir niso, suspendo ele. Quando for deste gênero, pode entrar em contato por e-mail mesmo.

Eu tinha ficado de ligar para o Vicente, do 'Webinsider', para botar o papo em dia. E nada melhor que alguém mais experiente para resumir os fatos:

Se um cara bota um comentário no 'Webinsider' com coisas que não teria coragem de dizer na cara, eu apago.

E arrematou:

Comentário é igual a dançar em gafieira - é permitido chegar em cima, mas com todo o respeito.

Em suma, acho o máximo uma das vertentes mais marcantes da Web 2.0, a que todos podem dizer o que querem, em qualquer lugar, a qualquer hora. E acho mesmo, de verdade! Por isso escrevo colunas, livros e dou a cara a tapa há oito anos.  

Mas seja na web, como na vida real, pode chegar perto, mas se folgar toma um bife.



Escrito por Bruno Rodrigues às 21h40
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----- Dois cliques ----

Recordar é viver: a primeira foto é de 2000, na PUC do Rio, durante o 1o Seminário de Jornalismo Online. Que eu me lembre, estavam eu, mais FerVil (Fernando Vilela), Vicente (Tardin), Mario (Cavalcanti) e Gustavo (do 'Cadê')... Foi o primeiro evento do tipo no Brasil. 

A segunda é na USP, em 2003, no encerramento da primeira etapa da Cidade do Conhecimento - quem está ao meu lado é Paulo Lemos, hoje na Unicamp.

Falando em USP e para esquentar os motores, já há eventos marcados para o Dia Mundial da Usabilidade deste ano em várias cidades brasileiras, entre elas São Paulo (organizado pela Lúcia Filgueiras, da USP), Brasília, Sorocaba e Curitiba.

 



Escrito por Bruno Rodrigues às 21h03
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Bruno Rodrigues é:
*autor do livro "Webwriting - Redação & Informação para a Web" *consultor em informação para a mídia digital da Petrobras *instrutor de Webwriting e Arquitetura da Informação
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