C e b o l @ - Todas as camadas do webwriting


----- Além do 100! -----

Esta semana, inicio mais uma edição de meu curso sobre Webwriting e Arquitetura da Informação aqui no Rio. Será o de número 102 da lista geral - a centésima edição foi em BH para a Gerdau Açominas, e a de número 101 um workshop para o grupo IBC, em Sampa. E nem deu tempo para soprar velinhas!

Em tempo: quem estiver interessado no curso do Rio, é só enviar um e-mail para extensao@facha.edu.br, O.K.?



Escrito por Bruno Rodrigues às 20h28
[   ] [ envie esta mensagem ]




----- A Velha Guarda -----

Mais um texto de minha coluna do 'Comunique-se'. É dedicada, entre outros, ao Gláucio Heemann, da Petrobras, e ao saudoso Roberto Moura...  

 

Vale ouvir jornalistas da velha guarda?

 

Já ouviu falar na 'síndrome do século XX'? Sofremos desta doença aparentemente incurável desde as primeiras décadas do século passado. São dois os sintomas: a intolerância implacável das novas tecnologias com as anteriores, e o pânico das antigas com a chegada de novidades.

O surgimento da televisão era o atestado de óbito do cinema, e nada podia ser feito. Depois, sabemos o que aconteceu. Veio o videocassete, que iria superar o cinema em pouco tempo e desbancar as redes de televisão. Era a ordem natural das coisas.

Com a chegada da web, o papel – e, por conseqüência, o livro – é que estaria totalmente ultrapassado, e como continuação dos avanços iniciados com a televisão, a Rede seria o apocalipse das salas de cinema, da própria tv e do recém-nascido dvd. Era a vitória da ‘nova tecnologia’, portanto.

Tanta intolerância traz a reboque, também, um preconceito: a idéia de que os profissionais de que atuam em ‘mídias ultrapassadas' devem ficar na poeira da História.

Como trabalho com web desde o seu início, sempre percebi o incômodo dos novos jornalistas com a Velha Guarda. O motivo é lamentável. Como a primeira mídia a exigir do profissional um conhecimento muito maior da tecnologia que a movimenta, a web criou um aparente abismo de gerações entre mais novos e mais experientes, entre uma geração que cresceu absorvendo tecnologia e outra que se desenvolveu profissionalmente passando ao largo da questão.

Sou de uma geração intermediária, e por isso observo os dois lados com tristeza. Assisti, em 2000, as redações serem invadidas pela 'garotada' que dominava tecnologia - e que achava que isso era uma grande vantagem - mas pouco sabia de Jornalismo, assim como testemunhei a migração de vários profissionais experientes rumo aos novos 'veículos online'. 

O mercado foi cruel. De início, claro, os jovens se sobressaíram. Com a vantagem da tecnologia, eles tinham o perfil ideal para o novo momento. A Velha Guarda, sábia, procurou o que tinha a aprender com a 'mídia emergente'. Havia de fato, algo novo, e era o surgimento do jornalismo online. Mas os jovens jornalistas, detentores das chaves do reino - apesar de não terem preparo teórico ou prático para se dedicar ao assunto, com raríssimas exceções - assumiram o comando. A Velha Guarda não encontrou espaço. Decepcionada, retornou à 'mídia tradicional'.

Não procure um culpado. Até porque, poucos anos depois, a experiência dos profissionais da antiga mostrou-se mais eficaz - e mais lucrativa. A Velha Guarda reingressou na mídia online; era apenas uma questão de tempo. Casou-se prática com tecnologia, e chegamos à web mais madura com quem convivemos e trabalhamos.

Desde meu estágio na Assessoria de Imprensa da Embrafilme, em meados dos anos 80, até hoje, no dia-a-dia de trabalho na Petrobras, aprendi a admirar os mais velhos. Na época da Embrafilme, o computador ainda chegava às empresas, e talvez por isso nunca tenha enxergado o domínio de tecnologia como diferencial - faz-se um curso, aprende-se, e retorna-se ao trabalho. Simples assim.

O 'papa' da redação online, Crawford Kilian, é a prova de que a internet nunca foi nem será uma revolução, mas uma evolução. Longe de ser um 'garotão' de 20 anos, Kilian é um bem vivido senhor de quase 70 anos. Autor de 'Writing for the Web', a bíblia no assunto, Crawford Kilian, para merecer o destaque que tem, levou para a mídia digital a bagagem de décadas de experiência em rádio e assessoria de imprensa. Ele mostrou o que sabia, observou o que havia de novo na Rede e virou referência. Nada mais natural.

Sigo os passos de Crawford Kilian, e muitos estranham que, nos treinamentos que ministro, raramente uso o computador. 'Como, um curso de webwriting sem internet?' Eu aplico o que a Velha Guarda me ensinou: estude os conceitos, valorize a experiência, observe o novo e trabalhe.

Uma dica para os mais jovens: muitas das conquistas da área da Comunicação Social no Brasil foram alcançadas graças à intercessão entre 'velho' e 'novo'. Quem construiu esta ponte fomos nós, os profissionais, mais ninguém. Portanto, vale a pena olhar para frente de mãos dadas com quem veio antes. O resultado será melhor para todos, acredite - inclusive para os que estão por vir.



Escrito por Bruno Rodrigues às 20h17
[   ] [ envie esta mensagem ]




----- Dia Mundial da Usabilidade -----

Vem aí a versão 2006 do Dia Mundial da Usabilidade!

A data é 14 de novembro, e aqui no Rio estou colocando o bloco na rua junto com o Sérgio Carvalho, da produtora web Sirius.

A lista de palestrantes está prontinha: vou falar sobre Webwriting, Felipe Memória sobre a Usabilidade do ponto de vista de quem interessa, o usuário; a consultora Mônica Fernades sobre os conceitos da Usabilidade; o Prof. Bechara, da iLearn, sobre Acessibilidade Digital; e o Mayrink, também da Sirius, vai tocar um teste de Usabilidade ao vivo, com participação da platéia!   

A festa, ôpa, o evento ;-) começa às 9h, da FACHA da rua da Matriz, 49, Boatafogo. Não tem inscrição, não, é só aparecer por lá e curtir!

Em tempo: também haverá eventos em São Paulo - onde estive participando da mesa no passado - e em Curitiba. Mas, se você tiver vontade de tocar um evento em comemoração ao Dia Mundial da Usabilidade em sua cidade, é só me falar que eu dou o caminho das pedras!

Ah: Este é o site do evento de Sampa - e, em breve, o do Rio aparecerá. Eu aviso!



Escrito por Bruno Rodrigues às 21h19
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]


 



Bruno Rodrigues é:
*autor do livro "Webwriting - Redação & Informação para a Web" *consultor em informação para a mídia digital da Petrobras *instrutor de Webwriting e Arquitetura da Informação
Você também me encontra em:
  'Webinsider'
  'Comunique-se'
  Revista 'WebDesign' - nas bancas
  'Jornalistas da Web'
Histórico
  Ver mensagens anteriores